Por que "A Última Notícia"? Porque o Retorno de Jesus Cristo é iminente, e a notícia que está agora “no ar” pode ser a última:
“...quando virdes todas essas coisas, sabei que Ele está próximo, às portas”
(Mateus 23:32-33).

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

A INVASÃO DE ISRAEL, parte 2: a Rússia

Continuando nosso estudo da profecia de Ezequiel, vimos que essa guerra será liderada pela Rússia (Gog, Magog, Meseque e Tubal), e que participarão da ação: a Pérsia, Cuxe, Pute, Gomer e Togarma. Também vimos que a Pérsia é o Irã, Cuxe é a Etiópia, Pute é a Líbia, Gomer pode ser identificado com a Alemanha ou a Europa Oriental, e Togarma seria a Turquia.
Mas muitos discutem se seria possível aos russos liderarem essa coalizão. Afinal, depois da queda do Muro de Berlim em 1989 e o desmantelamento da União Soviética, a Rússia foi o país que mais perdeu. O caos econômico, devido à má administração de Boris Yeltsin (que não entendeu as reformas propostas por Mikhail Gorbatchov e preferiu colocar o carro na frente dos bois, desencadeando mudanças para as quais o pais ainda não estava pronto), aliado ao boicote e à sabotagem dos países ocidentais em conluio com o Vaticano, deixou o país entregue às Máfias local e internacional. O parque industrial, que já carecia de modernização, foi sucateado; pobreza, desemprego, crime, corrupção, alcoolismo e outras mazelas aumentaram e o país foi atirado na vala comum das nações sub-desenvolvidas. Só recentemente, depois de anos em colapso, a Rússia ressurgiu maquiada, integrando o grupo BRICS dos países emergentes (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul; alguns incluem também o México, mas aí a sigla fica complicada...). Enfim, essa reavaliação da Rússia é feita por olhos ocidentais, capitalistas; mede-se com entusiasmo os índices per capita, sem considerar que o aumento da renda se deve, em grande parte, à constituição de fortunas pessoais por cujas origens o Ocidente não se interessa.
Em todo caso, a Rússia volta a emergir da depressão. E junto com o crescimento econômico, que recuperou parte do prestígio perdido, renasceu o nacionalismo, e com ele, os dirigentes do antigo bloco soviético, que voltaram ao poder pela via democrática. Mais de 50% dos cargos de poder na Rússia, incluindo o Primeiro Ministro Vladimir Putin, são ocupados por ex-oficiais da KGB que lamentam a queda da antiga União Soviética e desejam formar uma nova união de nações liderada pela Rússia. Os russos não têm total liberdade de expressão: a TV e outros meios de comunicação social do governo, mais uma vez, voltaram a ser controlados. Analistas internacionais temem que as novas medidas tomadas por Putin para recuperar o controle centralizado acabem por criar uma nova ditadura.
No campo militar, a Rússia continua a modernizar as suas armas nucleares e preparar instalações subterrâneas em caso de guerra. Também desenvolveu com sucesso um novo míssil de longo alcance que pode mudar de direção após o lançamento, e pode penetrar com êxito o escudo de defesa desenvolvido pelos americanos. Os Estados Unidos, que afrouxaram sua vigilância sobre a Rússia nos anos pós-queda do Muro de Berlim, consideram que a ameaça nuclear dos tempos da Guerra Fria foi superada. Mas o fato é que a capacidade nuclear russa, instalada em submarinos e bases secretas de mísseis, foi melhorada e tecnicamente é perfeitamente capaz de destruir qualquer adversário. Se quiser mais informações, consulte http://www.kp.ru/daily/24120.4/342662/ .
E o que isso tem a ver com a profecia? Bem, lembremos que os estudiosos da Bíblia identificam o líder da coalizão, a Rússia com "Gog, da terra de Magog, o chefe Meseque, príncipe de Tubal", conf. Ezequiel 38:2,3. OK, mas e as outras nações, o que têm a ver com os russos? A Rússia tem laços estratégicos regionais com os países islâmicos. Desde os anos 1950 a URSS atuava no Oriente Médio, ao estreitar os laços com o líder egípcio Gamal Abdel Nasser, pivô tanto da independência de seu país como da crise do Canal de Suez em 1956, que quase levou o mundo a uma guerra nuclear. A URSS também atuou fortemente na derrubada do xá do Irã, levando os aiatolás ao poder. Foi derrotada no Afeganistão, quando os americanos apoiaram os talibãs que agora querem exterminar; mas a influência russa é forte na região, como contraponto à presença ocidental e ajudando na construção da controversa central nuclear iraniana (embora o Irã repouse em cima de petróleo suficiente para fornecer toda a energia de que necessita por muitos anos).
E mais: os países islâmicos do Oriente Médio têm um inimigo comum – Israel. Em algum momento, eles vão tentar se livrar da presença israelita... tendo a Rússia como seu protetor. As profecias de Ezequiel 38 e 39 indicam que Deus vai colocar um gancho na mandíbula da Rússia e trazê-la contra a terra de Israel nos últimos anos. Esse “gancho” poderia muito bem ser um pacto de defesa mútua e acordos econômicos que a Rússia tem estabelecido com a Síria, o Irã e outros países islâmicos. Assim como um gancho prende aquele em quem está posto, um acordo diplomático poderia obrigar a Rússia a liderar uma guerra total contra Israel, fazendo assim a vontade dos países islâmicos.
A Escritura diz que esses exércitos do Norte virão “vestidos de armadura completa, uma grande companhia, com pavês e com escudo, manejando todos a espada”. Isto significa que eles serão equipados com todas as armas possíveis. A Rússia ainda tem uma grande população de cientistas formidáveis que poderiam desenvolver armas militares muito rapidamente, desde que isso se torne a sua preocupação primordial e foco nacional.
Sinais dos tempos: a Rússia está seguindo o exemplo da Alemanha antes da Segunda Guerra Mundial. O orgulho nacional ferido e a memória da glória perdida do império incitam o país a reconstruir uma potência militar comandada por um líder forte. Vladimir Putin, atual primeiro ministro russo, que na verdade é quem dá as cartas, ganha mais poder a cada dia, e tem afirmado explicitamente que o seu principal objetivo é elevar a Rússia novamente ao status de superpotência mundial.
Depois discutiremos uma época possível em que deve acontecer a coligação de nações; mas por ora, é interessante verificar que os envolvidos já se preparam para a ação! A palavra profética nunca falha!
Ainda falta saber por que não há menção da Síria nos textos de Ezequiel.
Vamos discutir isso na próxima postagem. Até lá.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

A INVASÃO DE ISRAEL!

Já vai para um mês a ação ofensiva de Israel na Faixa de Gaza. Muito se fala e se discute na imprensa, de modo que não entraremos no mérito do que já foi e é amplamente noticiado. Chamamos a atenção para fatos que podem estar passando despercebidos. Por exemplo, dentre as diversas sugestões para por fim ao conflito, há a instituição de um comitê de nações que teriam o papel de fiscalizar o cessar-fogo e atuar como árbitros na questão.
Entre essas nações duas nos chamam a atenção: a Síria e a Turquia. Ambas são predominantemente islâmicas, e embora tentem passar para a opinião pública ocidental a imagem de nações modernas, na verdade ambas ainda vivem no tempo de Maomé e não toleram os que discordam da linha-dura de seus respectivos governos. Cristãos e judeus são constantemente vítimas de atentados e perseguições sistemáticas. Não se tem notícias de eleições democráticas nesses países. Sobre a Turquia pairam recorrentes acusações de corrupção em todos os níveis, o que, aliás, tem atrasado o seu ingresso na União Européia. Logicamente, como países de maioria islâmica, ambos são historicamente anti-Israel. É espantoso que países com esse perfil possam integrar uma comissão como a que está sendo proposta.
Mas o que é mais interessante é que os planos de Deus não podem ser impedidos. Aquilo que a Bíblia profetizou há muitos séculos um dia há de se cumprir, mais cedo ou mais tarde para os nossos padrões, mas na hora certa para o padrão de Deus.
O livro do profeta Ezequiel traz uma profecia terrível, das mais conhecidas por aqueles que estudam os últimos dias. Nos capítulos 38 e 39, Deus diz que uma coligação de nações virá invadir Israel, comandadas por um líder que virá “das extremidades do norte”, com um poderoso contingente; mas que miraculosamente, Deus intervirá pessoalmente na batalha para salvar Seu povo. A mortandade entre os invasores será tão grande que Israel levará sete meses para enterrar os mortos nessa guerra relâmpago. Então surgem as perguntas inevitáveis: quem seriam esses invasores, e quem seria esse “rei do norte”? E as nações coligadas, podemos identificá-las hoje em dia? Quando sucederão esses eventos espantosos?
Estudiosos como Tim LaHaye, Thomas Ice, Arno Froese, Norberth Lieth e outros, como o site Bible Prophecy End Times (http://www.bibleprophecyendtimes.com/), concordam unanimemente que a Rússia é identificada como "Gog, da terra de Magog, o chefe Meseque, príncipe de Tubal" (Ezequiel 38:2, 3). Há três razões para crer que Magog é a Rússia:
- Primeira: Um estudo detalhado da lista das nações em Gênesis 10 mostra que Magog, um neto de Noé (Gênesis 10:2), instalou-se na área que hoje é ocupada pela Rússia.
- Segunda: A direção a partir da qual a invasão vem é o "norte" (Ezequiel 38:15 e 39:2). Na direção norte, a partir de Israel, a região que poderia ser identificada como “extremo norte” é a Rússia.
- Terceira: A melhor tradução de Ezequiel 38:2 é "Gog, da terra de Magog, o príncipe de Ros, Meseque e Tubal". Não é difícil ver que Ros lembra Rússia, Meseque lembra Moscou ("MSK"?) e Tubal, Tobolsk. Tim LaHaye, em seu livro “Estamos Vivendo os Últimos Dias?”, discorda um pouco dessa interpretação, mas não podemos negar que ela é bem consistente.
Outras nações também irão aderir à Rússia nessa invasão a Israel. Quem seriam? De acordo com Ezequiel 38:5-6, são a Pérsia, Cuxe, Pute, Gomer e Togarma, do "extremo norte". Muito já se especulou sobre esses países ou povos, mas há consenso de que a Pérsia é o atual Irã; Cuxe é a Etiópia, Pute é a Líbia. Gomer tem sido identificado com os povos germânicos da Alemanha e/ou eslavos da Europa Oriental, e Togarma, que também está ao norte de Israel, é a Turquia.
Seria possível tal coligação de países numa invasão armada a Israel? A Etiópia, por exemplo, não pode ser vista neste momento como uma nação capaz de participar de uma guerra externa. E a Turquia, que justamente agora está sendo cogitada para fazer parte de uma força de paz, será que mudaria suas intenções? Ou será que a Turquia nunca teria, de fato, intenção de ser “agente da paz”? E onde foi parar a Síria, da qual não há menção nos textos de Ezequiel?

Discutiremos essas questões na próxima postagem. Até lá.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

A PROPÓSITO DE ISRAELENSES E PALESTINOS...

A mídia vem destacando, nessa virada de ano, a invasão do exército israelense am Gaza. Mas sem querer entrar no mérito de ser essa ação justificada ou não, acho que cabe discutir uma questão que muitos não querem discutir: a quem, de fato, pertenceria a terra de Israel, Palestina ou "terra santa"? Quem teria o direito de fazer de Jerusalém sua capital? Vamos analisar tópicos de um estudo de Joseph Farhat, jornalista americano de origem árabe, que foi correspondente no Oriente Médio e publicou interessante artigo na WorldNet. Será que todos conhecemos estes fatos?
1 - Israel tornou-se uma nação por volta de 1400 A.E.C., dois mil anos antes do aparecimento do Islamismo.
2 - Os refugiados árabes de Israel começaram a se identificar como parte do povo palestino somente em 1967, duas décadas depois do estabelecimento do moderno Estado de Israel, muito influenciados pela atuação de Yasser Arafat, um egípcio que fez fama seqüestrando aviões e explodindo bombas por toda a Europa. Aliás, ele estava por trás de entidades de nomes sugestivos como "Setembro Negro" e "Al-Fatah". Fatah significa "reconquista", mas a palavra também é um acrônimo do nome Harakat al-Tahrir al-Watani al-Filastini. A palavra hafat, em árabe, significa "Morte Súbita". Já Hamas significa "zelo." É um acrônimo para Harakat al-Muqawima al-Islamiyya, Movimento Resistência Islâmica. Foi criado como o braço armado do religioso revivalismo Irmandade Muçulmana (Ikhwan al-Muslimin) em Gaza, em 1987.
3 - Desde a conquista judaica em 1272 A.E.C., os judeus mantiveram o domínio daquelas terras por mil anos e lá tiveram presença consecutiva nos últimos 3.300 anos.
4 - O único período de domínio árabe, desde a conquista em 635 E.C., durou menos de 22 anos.
5 - Por mais de 3.300 anos, Jerusalém é considerada a capital dos judeus. A cidade jamais foi a capital de nenhuma entidade árabe ou muçulmana. Mesmo durante a ocupação jordaniana de Jerusalém, estes jamais pensaram em transformá-la em sua capital; e nenhum líder árabe fez-lhe qualquer visita de importância.
6 - Jerusalém é mencionada mais de 700 vezes no Tanach (Bíblia), as Escrituras Sagradas dos judeus. Não é mencionada uma vez sequer no Alcorão.
7 - O Rei Davi fez de Jerusalém a capital de Israel e seu filho, Salomão, estabeleceu, onde hoje fica a Esplanada das Mesquitas, o Grande Templo, muito antes do surgimento do Islã.
8 - Judeus rezam três vezes por dia em direção a Jerusalém. Muçulmanos rezam cinco vezes ao dia ... mas voltados para Meca.
9 - Em 1948, os árabes foram encorajados por seus líderes a deixar Israel - sendo-lhes prometida a eliminação dos judeus na região. 68% deles foram embora sem jamais terem visto sequer um soldado israelense.
10 - Os refugiados judeus foram forçados a fugir dos países árabes por causa da brutalidade, perseguição e pogroms (atentados organizados).
11 - O número de refugiados árabes que deixou Israel em 1948 é estimado em cerca de 630.000. Estima-se que o número de refugiados judeus dos países árabes é o mesmo (muitos dos quais compõem a grande comunidade Sefaradita de São Paulo, por exemplo).
12 - Não existe língua palestina. Não há uma cultura especificamente palestina. Jamais existiu um país chamado Palestina governado por palestinos. Na realidade, a palavra Palestina como área geográfica vem de Filisteus (um dos sete povos que habitaram a região durante o período bíblico e que há muito deixaram de existir), e o nome foi dado à região pelos romanos, em 70 E.C., como forma de ultrajar os judeus derrotados por Roma, pois sempre houve conflitos entre os filisteus e os israelitas da Antigüidade. Era conhecida por Filistina.
13 - Palestinos são árabes e não há distinção cultural, física, lingüística, musical, literária ou política dos jordanianos, sírios, libaneses, etc.
14 - Os árabes controlam 99,9% do Oriente Médio. Israel representa um décimo de 1% do total das terras na região! Por que os países árabes não podem acolher seus irmãos palestinos na península do Sinai, por exemplo? Tem que ser em Jerusalém?
15 - Os palestinos ocupam hoje a chamada Faixa de Gaza, exatamente a mesma região ocupada por seus pretensos ancestrais, os filisteus dos tempos bíblicos. Leia na Bíblia a história de Sansão e verá referências a várias cidades que hoje aparecem nos jornais: Gaza, Asquelom, Asdode... Mas os filisteus nunca chegaram nem perto de Jerusalém. Por que razão os "filisteus" de hoje querem por que querem que Jerusalém seja sua capital?
16 - A pseudo-opinião pública mundial condena Israel por fechar as fronteiras de Gaza. Gaza faz fronteira ao sul com o Egito (igualmente de maioria árabe e muçulmana) e a leste com o Mar Mediterrâneo. Por que o Egito e outros países – árabes, inclusive – não usam essas passagens naturais para acudir seus “irmãos”?
17 - Se você está lendo este texto é por que tem acesso à Internet. Vá a algum site que mostre fotos de satélite e veja que dentro das fronteiras de Israel (mesmo sem as linhas que são vistas nos mapas escolares) a cor predominante é de verde, o que indica a existência de terra fértil e produtiva. Mas do outro lado da fronteira é só deserto. Por que os países árabes, multi-milionários graças ao petróleo, não tratam de melhorar as condições desse deserto – Gaza inclusive – para assim proporcionarem melhor qualidade de vida a seus “irmãos”?
18 - O território hoje ocupada por Israel ficou deserto por 1848 anos, desde o ano 70 até 1948. Por que os “palestinos” não fizeram dele sua pátria e de Jerusalém sua capital durante todo esse espaço de tempo?
19 - Israel reconhece o direito dos palestinos à terra, mas os palestinos não reconhecem o direito de Israel sequer à existência!
20 - Israel nunca decretou “dia do ódio aos palestinos”, mas o Hamas decretou o “dia do ódio a Israel”.
Devemos sempre condenar a violência, de parte a parte, sempre a favor do direito à vida e à propriedade, mas temos que ter ciência dos fatos reais para podermos opinar com justiça. Vamos juntos orar pela paz no Oriente Médio, até que venha o Rei da Paz!
NOTA:
Dentro de alguns dias passaremos por mudanças. Por motivos logísticos, o blog "A Última Notícia" passará a fazer parte do "Doa a quem doer" (http://doa-a-quem-doer.blogspot.com/), conforme a vontade de quase 70% dos participantes da enquete nos dois blogs. Portanto, se estivermos "fora do ar" por algumas horas nos próximos dias, por favor não se desespere e volte depois de um dia ou dois. O novo layout está sendo finalizado, e esperamos que você goste.
Um abraço!